Atlas Rural Brasileiro mostra a desigualdade no campo

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), lançou o Atlas do Espaço Rural Brasileiro, publicação que integra os dados do Censo Agropecuário 2006 com pesquisas sociais, populacionais, ambientais e econômicas. O objetivo é retratar a realidade territorial do campo brasileiro.

A agricultura familiar, apesar ser praticada em 4,4 milhões de estabelecimentos agropecuários do país (84,4% do total), cobre apenas 80 milhões de hectares, ou 24,3%. A área média dos estabelecimentos com agricultura familiar é de 18,3 hectares, enquanto a dos com agricultura não familiar era de 330 hectares.

Dos 3,9 milhões de estabelecimentos geridos pelos proprietários, 39% eram analfabetos ou sabiam ler e escrever sem terem frequentado a escola e 43% não tinham completado o ensino fundamental.

Os maiores percentuais de produtores proprietários com nível médio de instrução ocorre nas áreas de produção agroindustrial da soja e de outras commodities de exportação. Isso demonstra a relação entre o aprimoramento técnico da agricultura e o nível de instrução do produtor rural.

Segundo o estudo, a agropecuária é uma das atividades humanas que causam maior impacto sobre o ambiente, alterando o equilíbrio ecológico e diminuindo a biodiversidade. Apenas 20% dos estabelecimentos agropecuários em 2006 tinham matas destinadas a Áreas de Preservação Permanente ou Reserva Legal.

De São Paulo, para a Radioagência NP, José Coutinho Júnior.

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